A hierarquia de palavras

A hierarquia de palavras é coisa natural de vocabulário, principalmente em nossa Língua Portuguesa, nosso idioma é rico, e a cada dia aparece uma palavra nova inventada pelo próprio detentor do idioma. Este comportamento não é tão comum em alguns idiomas, eles tem palavras certas para definir certas coisas e elas bastam. Nós não, jargões, ditados, bordões, basta alguém em uma produção ou algum instrumento de mídia dizer, e pronto, cai no gosto popular e entra sem pedir licença em nosso dicionário pessoal!

Em algumas situações, tais palavras parecem nos ajudar a diminuir a gravidade de algumas situações, nos ouvidos incautos até conseguem fazer este trabalho, porém na realidade isto não acontece, palavras não conseguem mudar o sentido das coisas que fazemos, no muito conseguem mascarar, maquiar, mas por baixo da maquiagem, o verme continua fazendo o seu estrago. É como as pessoas que tentam disfarçar os efeitos do tempo usando de artifícios que escondem sua verdadeira idade, até enganam alguns, mas na pele da própria pessoa o relógio biológico continua seu curso sem piedade. Emocionalmente e psicologicamente inventamos expressões para nos enganar a nós mesmos e aos outros, esperamos com isto disfarçar uma certa expectação de juízo que possa vir como efeito de algo que fizemos, no nosso íntimo sabemos que não foi coisa boa nem digna.

O apóstolo Paulo explica este fato quando fala sobre a noção das coisas feitas, cujas coisas não estão descritas como lei, ele afirma que neste caso a consciência da pessoa atua como juiz dizendo que o que se fez não foi bom, ou o que se fez foi algo condenável, ele diz isto no cap. 2 de sua carta aos Romanos. Quero neste dia chamar a sua atenção para os “inhos” que colocamos a frente de algumas coisas que fazemos. Fazemos isto com vistas a diminuir o efeito da atitude cometida, como já disse isto tem duas conotações, primeiro trazer a nossa mente a ideia de que não foi tão mal assim a nossa atitude, segundo mostrar as pessoas a mesma coisa, procurando amenizar em suas mentes e corações os efeitos de nossa atitude!

Do que estou falando? Dos “ pecadinhos, mentirinhas, e outros “ inhos” que ocupam nossa farta gama de justificativas para nossos atos. Usando as Escrituras como base, posso lhes afirmar que estas coisas não tem aumentativos nem diminutivos, são o que são, e seus efeitos em nossas vidas também não trarão resultados que possam variar em nomenclatura, trarão resultados, e estes não serão nada prazerosos como o foi agir da maneira que agimos. Pecado é pecado, é errar o algo, transpassar uma lei, burlar uma norma, mentira é mentira e como tal tem a sua origem no pai dela, o diabo segundo Jesus afirmou aos judeus que o ouviam em Jo. Cap. 8:44.

Podemos até sentir um leve alívio ao aplicar diminutivos aos nossas maus atos, mas é apenas ilusão, pois tudo o que fizermos deporá contra nós um dia quando nos apresentarmos diante do Juíz de toda a terra, ali não haverá apelação, advogado, propina ou compensação, ali haverá apenas o veredicto do qual poderemos ser absolvidos se estivermos em Cristo ou condenados se estivermos separados Dele. Sendo assim, aproveitemos o hoje para nos arrependermos, confessarmos e abandonarmos toda forma de atitudes que possam nos colocar em uma situação constrangedora diante do que Vive e Reina para sempre! “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” Ap, 20:11,12

 

Pr. José Claudio Fonseca

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