A palavra Bíblia

A palavra Bíblia vem do termo grego “Biblos” que tem o significado de “rolo” ou “livro” não necessariamente está relacionada a algo santo ou sagrado. Uma de suas declinações na língua grega é “ Biblion” que significa coleção de livros pequenos, as Escrituras Sagradas tomaram este sentido, por isto são chamadas de Bíblia. Eu acredito que algumas das que se chamam “igreja” do Senhor em nosso tempo, as que estamos acostumados a ver em cada esquina, em salões, galpões, cinemas, algumas fruto de divisões, encrencas ,confusões, outras, frutos de um belo trabalho de marketing , precisam de uma outra Bíblia, esta que contém as Escrituras Sagradas não cabe em seus valores, em suas práticas, pois em cada página ela refuta as práticas que hoje dominam os cultos e reuniões dentro destes locais.

As Escrituras combatem a feitiçaria, a idolatria, o misticismo, elas combatem a escravidão e o medo, combatem o homem dominando o homem, é um fato determinante que um ou outro destes elementos fazem parte da liturgia destas que se autodenominam “igreja”. Antes que haja uma má compreensão do que estou dizendo, é bom deixar claro que o local onde as pessoas se reúnem, se grande ou pequeno não é importante, é irrelevante, importante é o que se faz neste local em Nome do Senhor.

As Escrituras combatem a associação com o mundo, deixando claro que amizade com o mundo é inimizade com Deus em Tiago 4:4, porém é comum estas organizações trazerem o mundo com tudo o que ele oferece para dentro de seus átrios, com a justificativa de que a igreja precisa se contextualizar. Isto é verdade, contextualização faz parte, mas de costumes, jamais dos princípios inalteráveis revelados pelo Espirito de Deus em sua Santa Palavra!

As Escrituras apontam unicamente para Deus como Soberano de toda a terra, estas igrejas criam e mantem pequenos deuses nas figuras de pastores, pastoras, profetas, missionários, cantores e a lista vai longe, eles se tornam os ídolos dos que supostamente seguem à Deus nestes locais.

As Escrituras combatem o orgulho, a exaltação, a prepotência na vida do homem, porém estes elementos fazem parte da vida de muitos que assistem nestes locais, ensinam e incentivam seus adeptos a praticarem e serem exatamente estas coisas.

É necessário a produção de uma nova Bíblia, esta que temos hoje como Palavra do Senhor não atende aos anseios dos novos crentes, crentes mesmo, não seguidores de Cristo! Pois o Espirito Santo que inspirou as Escrituras Sagradas, aponta para a humildade como princípio básico para a vida cristã, humildade nas orações, nos pedidos, nos clamores, respeitando a vontade de Deus acima de tudo, esperando Nele, entendendo Ele, glorificando e adorando Ele mesmo que a resposta Dele ao pedido seja um não.

É compreensível que esta geração do “eu declaro, eu ordeno, eu profetizo, não consiga se adequar ao que as Escrituras Sagradas dizem em suas páginas. Porém é bom deixar claro que a produção de uma outra Bíblia só esbarra num princípio eterno e inalterável: no princípio da inspiração, a Palavra de Deus já foi inspirada pelo Espírito Santo de Deus uma única vez e não será mais! Além do que, esta produção de uma nova Bíblia com as alterações necessárias para agradar a nova igreja, a geração moderna de adoradores repousa sobre uma palavra significativa que Paulo disse aos Gálatas: Anátema, que tem o significado de maldito, amaldiçoado! Sendo produzida cem por cento pelo homem, não tem a aprovação de Deus, e se não tem a aprovação de Deus não presta, é maldita e amaldiçoada mesmo! “Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.Gl. 1:6-8.

 

Pr. José Claudio Fonseca

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