Graça de Deus

O favor não merecido que vem de Deus chama-se graça, em cada grupo que afirma ser seguidor de Cristo, uma pequena parcela entende este princípio e o coloca em prática. Com base nisto fica claro que temos hoje uma “igreja” aparentemente “sem graça”, muito “poderosa” muito “impactante” muito “operante”, porém destituída do sentimento que deveria caracterizar ela. Sim, porque a pessoa sai do mundo arrebentada, ferida, sem coragem e destituída de valores, entra no convívio da igreja, esperando encontrar conforto, esperança, coragem amor, esperando encontrar misericórdia, porque intolerância e intransigência eles já encontraram lá fora!  Foi isto que as pessoas encontraram em Jesus, foi isto que a mulher pega em adultério encontrou em Jesus, foi isto que os dez leprosos encontraram em Jesus, foi isto que Maria, a Madalena encontrou em Jesus, assim como todos os que se aproximaram Dele. Jesus esperava, espera, que todos os que se apresentam como servos Dele ajam da mesma forma.

Mas preste atenção, vai muito além de dar sopinha aos desabrigados. Vai muito além de promover almoços comunitários, doar roupas e realizar outras atividades que aos olhos da sociedade projeta a “igreja” e faz com que ela fique conhecida. Isto é bom, faz parte, também é o papel da igreja, mas não é o que deve caracterizá-la em primeira instância.  Como a igreja lida com o pecador, sim com aquele que levava a sopinha, o agasalho, a cesta básica, que participava dos almoços comunitários, sim, e cometeu erros pequenos, médios ou graves? Como a “igreja” age para restaurar estas pessoas? Para mantê-las no caminho? Qual o expediente usado pelos poderosos líderes carismáticos, cheios do poder e do Espírito Santo na hora de lidar com a falha do irmão? Isto sim caracteriza a igreja, pois ela foi plantada no mundo pelo Senhor Jesus para ser uma agencia Dele na terra, para resgatar pecadores de seus mais caminhos, para ajudar as pessoas a manterem-se no caminho, para não ser tribunal, mas evitar que as pessoas que se achegam a ela enfrentem o último tribunal, o condenatório que encerrará a vida do homem na eternidade sem luz e afastado de Deus.

A “igreja” foi plantada na terra para espalhar a graça, um sentimento mais profundo e significativo do que o desejo de fazer caridade seja ela qual for, um sentimento plantado na alma do que se aproxima de Cristo, um sentimento que mostra claramente ao homem, que ele deve tratar todos ao redor da mesma maneira que Jesus Cristo o  tratou, aí sim, reside a plena graça de Deus!

A palavra igreja aqui, esta entre aspas porque não se refere a placa, a denominação, mas sim a mim, a você que esta lendo estas palavras. Você é a igreja, e a falta de graça que é sempre apontada para a placa na frente de cada prédio, está em nós, porque Jesus não morreu pelo prédio, pela denominação que as vezes parece ser mais importante que tudo, Jesus morreu por mim e por você! E nós somos os instrumentos da graça ou da não graça entre os homens! “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. Todo o que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” 1ª Jo.3:14-16.

Pr. José Claudio Fonseca

E-mail: igreja@icecantodomar.com.br

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