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O que deu errado?

Chega um momento em que parece que nossas forças se esvaíram, não conseguimos dar mais um passo caso seja necessário. Gastamos todas as nossas energias tentando fazer nossos planos darem certo, nossos sonhos ser realizarem. Algumas conquistas até chegam a dar o ar da graça, mas outras, não se concretizam. O que deu errado? Somos honestos, não fizemos corpo mole, lutamos e muito, por que não deu certo, por que não dá certo? Algumas questões ao serem analisadas, podem nos servir para elucidar tais dúvidas em nosso coração: 1- Expusemos nossos planos diante de Deus? 2ª É da vontade de Deus o que planejamos? 3ª É a hora de se realizar?  4ª Estamos preparados para este momento? Deus, nosso criador nos conhece, Ele sabe o que vai em nosso coração, nosso íntimo, os chamados desejos ocultos que se revelam em certos momentos oportunos.

Na experiência do dia a dia temos visto o quanto certas coisas comuns, insignificantes, fazem muita diferença na vida de alguns, de alguns, pela graça de Deus não te todos. Você já percebeu como a cor de uma camisa em um uniforme de trabalho muda a conduta de alguém? Já percebeu que algumas pessoas tem uma conduta, e quando são agraciadas com uma promoção, um diploma, um aumento de salário, uma transferência de lugar de trabalho já muda completamente o seu modo de agir, o seu modo de tratar as pessoas ao seu redor? Pois é, quando isto acontece, é sinal de que a pessoa não estava preparada para tal mudança. É desejo de Deus que todos os seus servos sejam felizes, também é desejo de Deus que em tudo demos graça, pelo que já conquistamos, pelo que Deus ainda não permitiu que conquistássemos.

Tenhamos calma, paciência, nos acomodemos na presença de Deus, busquemos Sua face, sejamos gratos, continuemos nossa luta, nossa batalha dia a dia, confiemos no Senhor. Às vezes esta demora é Deus nos moldando, nos preparando, para que quando a bênção chegar, o alvo for alcançado, estejamos prontos para sermos as mesmas pessoas que éramos antes. Você nunca se perguntou por que Deus não ordenou que Moisés já tomasse a frente na defesa do povo ainda quando estava no Egito? Por que ele teve de ir para o deserto e ali permanecer 40 anos no calor, na aspereza de um lugar seco e inóspito para depois voltar ao Egito para resgatar o povo. Ele precisava ser preparado, estar pronto para entender o que era ser um emissário do Deus Todo Poderoso! E por que uma jornada que duraria alguns dias, talvez meses, durou mais quarenta anos?

O povo precisava estar preparado para entrar na terra prometida! Não tome atalhos, não faça coisas erradas para alcançar seus objetivos, não faça alianças erradas para chegar ao teu alvo, não vale a pena, espere em Deus, Ele jamais te desamparará! Estás cansado, descanse no Senhor, renove Nele as tuas forças, Ele te sustenta, tem te sustentado, e no tempo certo, no “Kairós” o tempo de Deus você chegará ao teu objetivo! “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão.” Is. 40: 28-31.

 

Pr. José Claudio Fonseca

igreja@icecantodomar.com.br

O ciclo da não graça

Quando o homem vai interromper o ciclo da não graça? Esta é uma pergunta que pode ser aplicada a qualquer um de nós. Interromper este ciclo maldito que ao longo da história da humanidade vem destruído famílias, amizades, Países inteiros.

O ciclo da não graça começa sempre com alguém, alguém que não tem em seu coração a graça de Deus, ou alguém que pensa que tem, e, continua com outro alguém, outro alguém igualmente alheio a Deus e sua vontade!  Vejam Dayse, ela  nasceu em uma família pobre e sem condições financeiras, mas este não era o  problema, ela tinha um pai perverso e bêbado que espancava sem dó tanto sua mãe como o filhos todos os  dias. Um dia este homem perverso mandou a esposa embora de casa, as dez crianças ficaram com ele.

Mais tarde algumas das crianças se reuniram a mãe, a sorte quis que Dayse ficasse com o pai.  Ela cresceu com um nó na garganta, um tumor de ódio em seu coração, até que o pai sumiu, desapareceu. Dayse tocou a vida, casou-se, gerou seis filhos prometeu a si mesma que não seria igual ao pai, mas apenas prometeu, o ódio guardado por anos em seu coração explodia sempre, e sempre dizia aos filhos que eles eram a sua desgraça!

Tinha o costume de bater nos  filhos para garantir uma punição por algum suposto mal que teriam feito durante o dia, mesmo que não tivessem feito nada. Muitos anos depois seu pai arrependido, deixou a bebida e reapareceu, procurou os filhos, queria pedir perdão, os outros filhos o receberam, Dayse não, ela não queria nem ouvir falar no pai, ela se referia a ele como: “aquele homem”.

Dayse era dura como o aço, nunca pediu desculpas a ninguém, cinco de seus filhos cresceram, tomaram o rumo de suas vidas imersos no ódio repassado pela mãe, que o havia aprendido de seu pai. Margareth foi a única que rompeu com este ciclo maligno, encontrou-se com Jesus, deixou que o amor de Deus tomasse conta de seu coração, perdoou a mãe e passou a viver livre em Cristo Jesus, ela deu início ao ciclo abençoado da graça.

É assim, você tem visto o ódio dominando a sociedade, as famílias, a vingança reinando soberana nos corações, cada um procurando fazer um mal maior a aqueles que os ofenderam, e mesmo aos que nada fizeram, como no caso dos atentados terroristas, que  sem compaixão dizimam  cidades inteiras levando ao sofrimento e morte pessoas inocentes. Sabe o que és isto? É ciclo na não graça, a falta de perdão, a falta de proximidade com Deus, ele reina até que alguém o interrompa!

Interromper este ciclo está em cada um de nós, você pode fazer isto quando desejar, na hora que quiser, basta deixar o amor de Deus tomar conta de seu coração, ir em busca das pessoas que você mesmo fez com que afastassem-se de você, pedir perdão a elas, desistir da vingança render-se a paz, não a paz que o mundo prega, mas a paz que vem Deus, que não é ausência de guerra, mas tranquilidade e segurança  em meio à guerra. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem; ”Hb. 12:14,15.

 

Pr. José Claudio Fonseca.

E-mail: igreja@icecantodomar.com.br

Arrependimento

Estamos nestes últimos domingos tratando algo de cunho pessoal, e que em muitos casos é o fato de não alcançarmos de Deus o favor que tanto buscamos. Já falamos sobre o ato de confessar nossos pecados, tanto à Deus como aos nossos semelhantes. Ontem tratamos sobre a base da confissão genuína que é o arrependimento, e de suas diferenças quanto ao remorso. Remorso em alguns casos tem sido confundido com arrependimento. Arrependimento na língua que foi usada para escrever o Novo Testamento é “Μετανοια” metanóia, que quer dizer mudar o estado de pensamento, mudar de atitude. Já remorso tem a sua base no latim, particípio passado de “remordere” que tem como significado remorder, morder de novo, satirizar, atormentar. Três foram as diferenças levantadas entre os dois sentimentos:
 
1- Diferentes em relação à Deus e ao indivíduo- ou seja temos de entender que o primeiro que foi ofendido foi Deus, antes de termos ofendido o indivíduo. Mas sempre nos preocupamos mais com o indivíduo do que com Deus, queremos imediatamente limpar a barra com o homem, vimos que quando tememos mais o homem do que Deus, tornamo-nos escravos em suas mãos.
 
2- Diferentes em relação ao pecado e ao indivíduo- com remorso lamentamos o que fizemos, nós diminuímos, usamos sempre frases já construídas para sensibilizar as pessoas as quais falhamos com elas, num ato de insensatez fazemos isto com Deus como se Ele não soubesse a intenção de nosso coração. Ao passo que arrependidos, dizemos à Deus exatamente o que fizemos e o que vai em nosso coração, Ele sabe, mas deseja que falemos pois isto demonstra humildade perante Ele.
 
3- Diferentes em relação aos outros e o indivíduo-  o remorso leva a auto justificação, a autopunição, parece que tudo ficou bem, mas ao primeiro sinal de conflito, fazemos tudo de novo e sempre com um adendo a mais no pecado que cometemos. Arrependidos, toda a ação do “eu” é deixada de lado, reconhecemos nossa insuficiência não diante do homens, mas diante de Deus que nos ama, que nos ajuda, que nos levanta.
 
Honoré de Balzac afirmou que “O remorso é uma impotência, ele voltará a cometer o mesmo pecado. Apenas o arrependimento é uma força que põe termo a tudo.” Honoré de Balzac. Isto quer dizer que o arrependimento encerra o processo, termina com o pecado pois ele faz com que a graça e misericórdia de Deus seja derramada sobre quem laça mão Dele. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor,” At. 3:19.
 
Pr. José Claudio Fonseca
E-mail: igreja@icecantodomar.com.br
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